Euclides segue líder invicta e isolada no Intermunicipal 2018
22/10/2018 08:47 em Esporte
Com dois gols de Pim Maravilha e um de Igor, a seleção de futebol de Euclides da Cunha despachou a seleção de João Dourado do Intermunicipal 2018, pelo placar de 3x0 e já está nas oitavas de final da maior competição de futebol entre seleções amadoras do brasil.
 
Numa partida de 180 minutos, pois é jogada no sistema ida e volta, Euclides da Cunha saiu-se vencedor nos dois jogos, ao conquistar seis pontos, marcar cinco gols e sofrer apenas um gol, resultados que garantiram à representação euclidense a passagem para mais uma etapa da competição, que começou com 64 seleções de diferentes regiões da Bahia, e, agora, restam, apenas, dezesseis.
Neste domingo (21), logo nos minutos iniciais, via-se perfeitamente, que a representação euclidense estava disposta a ganhar a partida, pelo volume de jogo apresentado, sem dar chance ao time adversário de ir à frente ou tentar, ao menos, ameaçar o gol de Márcio Greick, que praticamente não trabalhou na primeira etapa de jogo e nem no segundo tempo.
 
A firmeza da zaga, o domínio do meio de campo e a fome de gol dos atacantes euclidenses, às vezes até com certa dose de displicência, não permitiram que o primeiro tempo de jogo terminasse com o placar de três a zero, pelas oportunidades de gols perdidos, sendo que uma delas pelo próprio Igor, autor do primeiro gol da partida, em chutes de dentro da grande área, depois de livrarem-se, os atacantes, dos zagueiros adversários e ficarem cara a cara com o goleiro Flavinho.
A princípio, esperava-se que a seleção douradense viesse impetuosa, pois somente um resultado com diferença de dois gols, poderia levá-la à classificação para a etapa seguinte, mas não foi isso que o torcedor viu, provavelmente pela estratégia adotada pelo Prof. José Carijé, de partir para cima do adversário, ao invés de ficar esperando pelas possíveis oportunidades para surpreendê-lo contra-atacando, como muitos treinadores de futebol fazem quando jogam com vantagem, no chamado jogo com o “regulamento debaixo do braço”. 
 
Numa tarde em que a seleção jogou muito bem e demonstrou estar em plena evolução tecnicamente, com seus atletas em boa forma física e demonstrando maior entrosamento, - o que prova a evolução do time na competição -, confirmando-se o que disse o Prof. José Carijé, quando dos primeiros jogos da seleção, que não era de total satisfação para os torcedores, apesar de terminar com vitória da representação da casa.
Treinada por Janilson, um experiente futebolista com passagem por times profissionais, como a juazeirense, notava-se na seleção visitante, a disciplina de seus atletas, pelo número de faltas cometidas, quase todas de forma involuntária, exceto, para a penalidade máxima cometida pelo zagueiro de João Dourado contra Pim Maravilha, depois que este ganhou do defensor fora da grande área e avançou livre para a meta de Flavinho, quando foi parado por uma falta por trás, antes de balançar a rede adversária.
 
Com a torcida gritando “uuu...terror, Pim é matador”, o veterano e exemplar atleta, como bom artilheiro que é, tomou posse da bola, colocou-a na marca do pênalti e, ao apito do árbitro Edvaldo Soares dos Santos, mandou a bola para o fundo da rede, não dando a menor chance do goleiro Flavinho escolher um dos lados, como fazem os goleiros nas cobranças de penalidades máximas (foto). 
Restou ao artilheiro ir comemorar junto com os companheiros do banco de reservas, seu treinador e membros da comissão técnica e, depois, ir para a galera receber o carinho de uma torcida que o adora. Assim terminou o primeiro tempo, que poderia ter tido um placar mais elástico, caso a sorte tivesse ajudado um pouco mais aos atletas que perderam três gols, em oportunidades que torcedores e cronistas esportivos rotulam de “gol feito”.
 
Para o segundo tempo, a seleção euclidense manteve a mesma escalação, enquanto João Dourado, pelo seu treinador, optou por fazer uma alteração, ao colocar Marcone no lugar de Jaminho, numa tentativa de melhorar o rendimento do setor de meio de campo e assim fugir da marcação rigorosa de Euclides da Cunha neste espaço do campo, fundamental para uma equipe de futebol. 
Mas a seleção de Euclides da Cunha estava mesmo disposta a não deixar o time adversário jogar livre e solto, pois a marcação neste setor continuava firme com Robinho, Ray e Gajão, que contava com o reforço de Tobinha, pelo lado esquerdo e Igor pela faixa direita do campo, e sempre com investidas individuais perigosas que obrigavam os zagueiros adversários trabalharem mais.
 
Para este repórter, que tem acompanhado os jogos da seleção local, em Euclides da Cunha, tecnicamente, foi a melhor partida feita pela nossa seleção, perante a sua torcida, que devolveu com aplausos, mais uma vitória de nossa representação no mais importante campeonato de futebol amador do brasil, entre seleções. 
Como todo esporte coletivo e popular, o futebol proporciona ao torcedor, momentos de prazer absoluto, quando a bola balança a rede adversária, principalmente quando o gol leva a assinatura de um ídolo, pela construção da jogada, técnica utilizada, tranquilidade absoluta para num pequeno espaço de chão, cercado por zagueiros adversários, tirar a bola de seu marcador, driblar o goleiro e fazer um daqueles golaços que deixa a torcida enlouquecida. 
 
Esta narrativa fez-me lembrar de um atacante do Flamengo que atendia pelo apelido de Fio, consagrado na música de Jorge Bem Jor, um torcedor fanático do Flamengo que consagrou seu ídolo com a música “Fio Maravilha”. 
Hoje, no estádio municipal de Euclides da Cunha, o atacante que a torcida adora e grita uuuu...terror, Pim é matador, saiu de campo com mais dois gols para sua coleção, que agora aumenta para 179 tentos marcados em sua brilhante carreira de futebolista, em jogos oficiais pelo Campeonato Intermunicipal de Futebol, tornando-se maior artilheiro dos últimos dez anos, colecionando várias “chuteiras de ouro”, troféu dado pela Federação Bahiana de Futebol ao atleta artilheiro da competição. 
 
Para este repórter, o atacante Pim não foi somente o terror do goleiro Flavinho, neste domingo de tarde nublada de primavera. Pim foi Maravilha! Para alegria geral do prefeito Dr. Luciano Pinheiro, que mais uma vez compareceu ao estádio, torceu pela seleção e vibrou com os gols.
Euclides da Cunha jogou com: Márcio Greick, Nino, Dedeu (Eduardo), João, Gilmar, Ray, Igor (Joaquim), Gajão (Inho), Robinho (Max), Pim Maravilha e Tobinha (Bambam). Técnico: Prof. José Carijé, Auxiliar-Técnico: Edilson Santos, Educador-Físico: Prof. Jarielton Guerra, Massoterapeuta: Henrique, Roupeiro: Linaldo, Diretor de Esportes: Léo Mota, Presidente Liga Desportiva Euclidense: Bezerrão. 
 
João Dourado jogou com: Flavinho, André, Pediza, Galego, Marcelinho (Val), Dan, Jaminho (Marcone), Jorge (Baby), Brenner, Ray (Wagner) e Georlan. Técnico: Prof. Janilson, Auxiliar-Técnico: Lu, Massagista: Adonias; Betano - Presidente da Liga de Futebol de João Dourado, Maurício - Secretário.
 
Arbitragem de: Edevaldo Soares dos Santos (FBF/Santo Antônio de Jesus), Assistentes: Anderson Ferreira Simões (FBF/Conceição do Coité), Don Érick Dantas Gama (FBF/Euclides da Cunha), que substituiu ao Árbitro Assistente 2 Hulgo Campos Albuquerque (FBF/Paulo Afonso), que não chegou a tempo para o jogo. Ábson Máximo (FBF/Euclides da Cunha) trabalhou como 4º Árbitro.
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